segunda-feira, novembro 27, 2006

Eu, que agora sou escritora (ahahahahahahaa), tenho escrito pouco. Sim, sim, meu trabalho é escrever, mas não é disso que eu estou falando. Queria me dedicar mais ao blog. Quero fazer outro livro (porque eu nasci para dar autógrafo!). Mas definitivamente escrever não é só prazer para mim. Eu também sofro um pouco quando decido escrever algo. Até mesmo aqui, essas linhas sem pretensão nenhuma. Deve ser algo ligado a minha insegurança natural.

Mas não deixem de me visitar. Eu sempre volto. Pode demorar, mas eu volto!

sexta-feira, novembro 10, 2006

segunda-feira, outubro 23, 2006

Se você faz o tipo politicamente correto, melhor não ler esse post.

Mas se você gosta de rir da desgraça alheia (ou talvez da sua desgraça também), vá em frente.

Eu e meus colegas de trabalho somos pobres. Nascemos pobres e a pobreza não é algo que saia fácil do nosso ser. O problema é que trabalhamos ao lado do shopping mais chique de São Paulo, que é uma das diversões na hora do almoço.

Já aconteceram coisas bizarras nesse shopping porque, por mais que a gente tente disfarçar (na verdade, a gente não tenta, mas vamos fingir) tá na cara que somos pobres. Por isso, já fomos apontados por um grupo de ricos (algo do tipo: viu? isso é gente pobre!), perseguidos por seguranças, entre outras coisas. Isso porque a gente não sai muito do circuito C&A-Lojas Americanas-Mc Donald´s. No máximo, a gente dá uma passadinha na Saraiva.

Mas o que importa é que a gente já se acostumou e agora é a gente que ri dos ricos e, é claro, dos pobres que acham que são ricos. Porque tem gente que ainda acha que pode esconder. Desistam, amigos! Uma hora ou outra, a pobreza vai aparecer.

Hoje mesmo, andando no Iguatemi encontramos um cara vestindo calça social, camisa e gravata. Mas era pobre. E outro usando short, camiseta e tênis, mas claramente era rico. Porque a diferença não está na roupa. É todo um conjunto.

Vamos analisar outro caso: Jairzinho e Simony. A trajetória dos dois é a mesma, eles começaram juntos no Balão Mágico, formaram até uma dupla musical. Mas quando se separaram, a diferença apareceu. Simony é pobre. E hoje ganha a vida frequentando programas femininos vespertinos e contando sobre seus filhos: um com um presidiário, outro com um jogador de futebol e o terceiro eu não sei com quem é, mas deve ser com um pagodeiro, só pra completar o quadro pobre.

Já Jairzinho já é um cara rico desde antes de nascer, porque seu pai já era famoso. E veja o destino do cara depois da "parceria" com a Simony: é um cantor e produtor musical reconhecido pela qualidade do seu trabalho e ainda é casado com a Tania Khalil.

Pode comprar suas roupas na Daslu e depois ir almoçar no Fasano. Se você for pobre, as pessoas vão saber.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Estou me sentindo estranha. Um tanto quanto angustiada, querendo falar mas não sei ao certo o que ou para quem. Quem vai entender? Quem não vai me achar uma chata de galochas que só fala sobre si mesma? E o mais importante: será que alguém vai ter a resposta que eu preciso? Ou essa resposta eu tenho de achar sozinha?

Estou perdida mesmo. Não sei que caminho tomar. E essa sensação não é boa.

domingo, outubro 08, 2006

Eu tenho VA* dos dois candidatos à presidência da República. Dá angústia assistir ao debate. É um jogando a culpa no outro sendo que os dois partidos já estiveram no governo e não fizeram PORRA nenhuma. Uma tristeza!

* Vergonha Alheia

quinta-feira, outubro 05, 2006

Recomendo muitíssimo a leitura da revista Época dessa semana. Em especial da matéria de capa "Fazer o bem faz bem".

É, sem dúvida, a melhor revista semanal do Brasil. Não deixem de comprar e ler porque vale a pena.

quarta-feira, outubro 04, 2006

E a vida anda tão bem que dá até medo! Acreditam que teve até um bônus em dinheiro no trabalho? Unbelievable!

segunda-feira, outubro 02, 2006

Lanço aqui um desafio aos leitores:

Qual a diferença entre PT e PSDB?


Seja você eleitor do Lula ou do Alckmim, peço que deixe nos comentários desse blog em que aspecto um candidato difere do outro. Ou mais: onde está a diferença entre o modo de governar de um partido ou do outro.

Antes, algumas regrinhas para esse desafio:

1) Não venham me falar sobre ética e honestidade. Não é possível que exista alguém tão ingênuo a ponto de pensar que o Lula roubou mais ou menos que o FHC.
2) Nem pensem em citar coisas do tipo: o FHC é doutorado e o Lula não fez faculdade. Ou o FHC fala inglês e o Lula mal sabe falar português. Na prática, amigos, isso não quer dizer nada.
3) Citem diferenças ideológicas (já que um é coligado com o PFL e outro é coligado com o PL, imagino que isso vá ser bem divertido)e administrativas. Tem algum ponto que um defenda e o outro seja contra? O que um fez durante o mandato que o outro não fez?

Vamos todos refletir juntos rumo ao 2º turno.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Não gosto de copiar texto dos outros, mas desde que li esse da Martha Medeiros na revista do jornal O Globo, senti como se ela tivesse tirado tudo da minha cabeça. Por isso, acho que posso copiar, porque eu sinto exatamente tudo isso que ela transformou em palavras:

Amizade sem trato
Dei para me emocionar cada vez que falo do amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?

Fulano é meu amigo. Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca pesada sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.

Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo.

As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. Você não precisa de uma razão, basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.

Difícil explicar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisa nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso troca de elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?

Acho que é amor.

Oh, céus! Santa pieguice, Batman! Amor? Esta lenga lenga de novo?

Sério, só mesmo amando um amigo para permitir que ele se jogue no seu sofá e chore todas as dores dele sem que você se incomode nem um pingo com isso. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta as suas coisas, dá seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços, só que liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.

Porém a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que a amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem dois amigos pra valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Alguém tem a explicação para a equação mais idiota do mundo? Quanto menos você gosta de uma pessoa, mais ela gosta de você. Mas basta você ficar muito a fim de alguém, que essa criatura vai passar a dar todos os tipos de mancadas possíveis, só para mostrar que mesmo você gostando muito e insistindo muito, não vai dar certo.

Na boa, as coisas poderiam ser mais fáceis, não podiam?

terça-feira, setembro 19, 2006

E a Cicarelli transou com o namorado na praia. Big deal! Agora tá todo mundo tirando a menina de vagabunda, de safada, de chifradora do Ronaldinha e de mais um monte de coisa. Mas eu duvido que metade dessas pessoas não tenham vontade de fazer a mesmíssima coisa que a moça fez (aliás, se pudessem estar no lugar dele - no caso das mulheres, no lugar dela - iam gostar mais ainda). Sem falar que não é uma cena inédita no puritanismo que reina nas praias brasileiras. Ou você vai me dizer que nunca viu um casalzinho abraçadinho no ritmo das ondas quando foi a praia pela última vez???

A galera fica mais indignado com a Cicarelli do que com a máfia dos sanguessugas. E o cinismo impera!

domingo, setembro 10, 2006

Fiquei estirada na praia (e vermelha feito um camarao), andei no calcadao de Copacababa, passei uma tarde no Arpoador, troquei ideia com os gringos, comi biscoito Globo e tomei mate, li O Globo quase que todos os dias, fui zuada por causa do sotaque (e zuei o sotaque dos outros), desencontrei de quase todo mundo mas encontrei outros e agora me preparo para ir a Lagoa, fechar mais essa viagem para essa terra que eu adoro.

E para quem ainda nao sabe disso: Sim, continua liiiiiiiiindo!

sexta-feira, setembro 08, 2006

Pela segunda vez esse ano, estou no Rio de Janeiro, cidade onde um dia eu ainda vou morar. E mesmo com tanta coisa para (não) me preocupar por aqui, foi andando na praia ontem que eu decidi meu voto para presidente.

Eu estava decidida a anular o voto, mas resolvi repensar. Afinal, eu tinha mesmo avaliado todos os candidatos antes de me decidir? Não, eu não tinha. Ontem, por uma incrível coincidência, andando no calçadão de Copacabana, dei de cara com uma caravana do Cristovam Buarque. Inclusive ele mesmo estava na caravana. E como já diria o monstrinho do vídeo do sapato, eu olhei, olhei, olhei e também pensei, ouvi e conversei com as pessoas. E acho que se o Lula teve a chance dele, por que não dar uma chance ao Cristovam?

Tá, ele tá lá embaixo nas pesquisas, não tem chance, blá, blá, blá. Mas quem sabe até o dia 1º de outubro, outros eleitores também não param para pensar?

segunda-feira, setembro 04, 2006

Eu sei, eu sei... há milênios não apareço aqui.

Acreditem: não é por falta de assunto. Os assuntos não param de acontecer na minha vida. Não contei detalhes da viagem ao Rio, mas já passou tanto que eu já vou pro Rio de novo para outras aventuras. Nem comentei que voltei a nadar. Não contei dos filmes que eu vi, das baladas que dancei, das pessoas que eu conheci...

Prometo melhorar (eu sempre prometo isso, mas dessa vez é pra valer). Logo, vocês verão as notícias sobre o lançamento do meu livro. Tá bom, tá bom, não é só meu, mas meu nome tá lá na capa. E vamos melhorar a periodicidade desse blog meia-boca.

Quem sabe até uma mudança de layout...

´Té mais!

sexta-feira, julho 21, 2006

Eu nunca fui muito ligada a coisas materiais a ponto de ter um sonho de consumo. Mas agora eu tenho. É bem simples... Eu só queria ver esse show

Amigos que quiserem ajudar, entrem em contato, que eu passo o número da minha conta corrente.

terça-feira, julho 04, 2006

Direto do país da piada pronta:



Por que será que uma obra-prima dessas está em promoção?

segunda-feira, julho 03, 2006

Dizem que portugueses são burros, mas quem tem o Parreira como técnico da seleção é o Brasil...

quarta-feira, junho 28, 2006

Depois de muitas horas de trabalho, algum estresse e momentos tensos de negociação com a minha chefe, terei dois pequenos dias de folga.

Rio de Janeiro, prepare-se. Amanhã à noite, estou chegando!

quinta-feira, junho 22, 2006

Até que enfim, vimos a seleção brasileira jogar!

Agora eu quero ver, Parreira!!! Vai ter coragem de colocar o Cicinho no banco??? E trazer o Emerson de volta para o time?

Vamos aguardar as cenas do próximo capítulo!

quarta-feira, junho 14, 2006

Foi um joguinho bem sem-vergonha o de ontem. Não vou nem comentar muito sobre o Ronalducho porque todo mundo já falou o que tinha de ser dito. Mas o mais engraçado é a namorada-modelo dele dizer: “se ele está gordo, eu estou obesa". Tudo bem que ele está faturando muito mais graças a ele, mas não precisa exagerar, Raica.

Eu quero Robinho e Juninho Pernambucano como titulares. O time vai melhorar muito, até esteticamente, já que o Pernambuco é um dos poucos bonitões do Brasil. Falando em belos, parabéns para as seleções da Inglaterra, da Itália e de Portugal. E para o goleiro do Irã.

Mas voltando a nossa querida seleção, apesar das boas defesas, o Dida também não me convenceu. Até sonhei que em um jogo a gente tomava um gol porque o atacante aproveitou a bola que ele rebateu depois de defender. Sai, zica! Sou Rogério Ceni forever.

Veremos o próximo jogo. Nas duas últimas copas que o Brasil venceu, no começo, ninguém acreditava também. Tomara que a história se repita.