segunda-feira, novembro 03, 2008

A vida fica bem melhor quando você resolve ir atrás da tal luz no fim do túnel. A gente sabe que a luz existe (ela sempre está lá), mas às vezes prefere ficar só olhando, em vez de ir lá, ver qual é.

Eu estou chegando lá. E a sensação já é boa.

terça-feira, outubro 28, 2008

No ônibus, me acomodo no banco alto, do lado da janela, porque é meu canto preferido. Não muitos pontos depois, um sujeito loiro, nos seus quase 50 anos, sento ao meu lado. Mesmo banco, lado do corredor. Achei ele meio folgando, porque chegou ocupando mais do que sua metade-limite poderia ocupar e seu cotovelo começou a me incomodar. Algum tempo depois, achei que o cotovelo me cutucando era proposital. Mas logo achei que era um desajeito dele mesmo. Me espremi mais contra a janela, porque não achava justo ter de deixar meu banco preferido porque uma criatura estranha e pateta, com jeito de gringo, não sabia sentar direito.

Até que ele tirou o celular do bolso. No menu, foi até o seu MP3 player. E começou: "for all those times you stood by me, for all the truth that you made me see, for all the joy you brought to my life..."

Não fiquei para ouvir o resto. Troquei meu lugar preferido por outro mais ou menos. Tudo, menos Celine Dion.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Tirado do blog da Rosana, mas, segundo ela, é um ensinamento do Millôr.

"Não amplie a voz dos imbecis.
Não responda, não tente explicar.
Não gaste sua energia com o que não tem mais salvação.
Se a gente tem que aceitar em nome da democracia, a gente aceita e pronto.
Mas investir energia vital e tempo precioso tentando convencer um idiota é praticamente tão idiota quanto
."

quinta-feira, outubro 23, 2008

"Chuang-Tzu sonhou que era uma borboleta. Ao despertar, ignorava se era Tzu que havia sonhado que era uma borboleta, ou se era uma borboleta e estava sonhando que era Tzu."

Chuang-Tzu, filósofo chinês, 300 a. C.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Quer votar no Kassab ou na Marta? Votem.

Mas quando acontecer uma cagada, como o embate das polícias ontem, assuma sua culpa. Por mais que o Serra repita que a culpa não é dele (é do PT, vejam só...), ele é o governador e, portanto, o responsável por qualquer problema na segurança pública do Estado.

E você, que votou nele, também é.

Ainda no mesmo assunto: intolerantes me irritam. Se falo mal do governo Serra, sou acusada de petista. Já qualquer palavra sobre as ridículas atitudes da ex-prefeita são relacionadas com fazer parte da tucanada. Sendo que os dois partidos já estiveram bem coladinhos em muitos momentos da história (aliás, estavam assim nessa eleição para prefeitura de Belo Horizonte).

Digo mais: se você defende um candidato, que seja pela idéias e ações dele, não criticando os adversários. Se os outros são ruins, não significa que o seu é bom. Me conte o que o seu candidato fez de tão sensacional e diferente dos outros e, assim, talvez, ganhará meu votinho.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Odeio ter de me preocupar com carro. Odeio gastar dinheiro com carro. Odeio, inclusive, ser obrigada a abastecer o carro de tempos em tempos. Trocar o óleo do carro, então, é uma tortura.

Eis que, hoje, eu fui praticamente obrigada a comprar dois pneus novos, para substituir os que estavam no osso. O tempo e o dinheiro gasto com porcarias de pneus fizeram meu subconsciente tirar minha atenção do tanque de gasolina, que por acasao também estava no osso. Resultado: guincho da Sul América foi chamado para me resgatar, a cerca de 1 km apenas do meu trabalho.

Não é agradável ser guinchada por falta de gasolina. Mas eu tenho a impressão de que não será a última vez.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Sou paulistana e são-paulina, portanto espero, com todo meu amor, que o Morumbi fique lindo com a tal reforma que está em planejamento. E, claro, em 2014, quero ver a seleção brasileira jogando lá.

Mas não há discussão: a final da Copa do Mundo tem de ser no Maracanã. Se o estádio é melhor ou pior que o Morumbi, eu não sei. Só sei que é o Maracanã, caraca!

sexta-feira, setembro 26, 2008

Como bem disse a Ariana, estudar os Clássicos faz a gente se sentir uma pessoa melhor. Nas últimas aulas, a gente leu e refletiu sobre o "Édipo Rei", de Sófocles.

Acho que todo mundo conhece o básico da peça, né? Édipo foi aquele que matou o pai, Laio, e casou com a mãe, Jocasta, sem saber que eles eram pai e mãe dele. E ontem o professor chamou a nossa atenção para alguns detalhes da história.

Quando Édipo nasceu, Laio recebeu a previsão do oráculo de que seria morto por um filho dele. Para evitar que isso acontecesse, ele foi abandonado, preso com um prego nos pés, para que morresse. Porém, acabou sendo encontrado e adotado pelo rei de Corinto, Políbio.

Ao receber também a profecia de que mataria o seu pai e se casaria com sua mãe, Édipo fugiu de Corinto, para evitar que isso realmente acontecesse. Enfim, depois a gente sabe o que aconteceu...

O que nos leva a pensar se é possível fugir do destino. Porque tanto Laio quanto Édipo fizeram tudo o que foi possível para que as terríveis profecias não acontecessem. Um levou o próprio filho para a morte e o outro abandonou os pais. E, ainda assim, não teve jeito. No fim, Édipo realmente matou o pai e casou com a mãe, como as profecias (ou o destino) já previam.

Será que Sófocles tinha razão?

quarta-feira, setembro 17, 2008

Sabe quando você vê uma pessoa que você gosta muito dando murro na ponta da faca (e, claro, se machucando), mas você já fez tudo que podia fazer e não adiantou?

Então...

terça-feira, setembro 16, 2008

Só quando eu vejo esse filme (e não foram poucas as vezes), é que eu acredito no discurso de um político. Sim, eu sei, é ficção e ele é o Hugh Grant. Mas eu acredito mesmo que ele tem razão.

Whenever I get gloomy with the state of the world, I think about the arrivals gate at Heathrow Airport. General opinion's starting to make out that we live in a world of hatred and greed, but I don't see that. It seems to me that love is everywhere. Often it's not particularly dignified or newsworthy, but it's always there - fathers and sons, mothers and daughters, husbands and wives, boyfriends, girlfriends, old friends. When the planes hit the Twin Towers, as far as I know none of the phone calls from the people on board were messages of hate or revenge - they were all messages of love. If you look for it, I've got a sneaking suspision love actually is all around.

Tirado de "Simplesmente amor", na minha singela opinião, a melhor comédia romântica de todos os tempos.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Post para completar o raciocínio que eu comecei no Twitter, mas que precisam de mais de 140 caracteres para a conclusão

Geral defende o Alvaro Pereira Junior, que se ofendeu quando o Ed Motta disse que não respeita crítico musical que não estuda música. Mas são esses mesmos caras que dizem que o Galvão Bueno não pode narrar jogo porque não entende do que está falando. São os mesmos também que reclamam a falta de um parlamentar que entenda de internet, já que algumas leis sobre a rede são estapafúrdias.

Quer falar de música profissionalmente? Escrever sobre o assunto em jornal ou ter uma coluna em uma revista, exclusivamente falando de música? Tem que estudar, sim!

Todo mundo tem direito de opinar, gostar ou não gostar de determinado som. Até o Alvaro Pereira Junior pode gostar do É o Tchan e da Kelly Key (como ele declarou em algumas colunas dele). Só que - aí eu estou do lado do Ed Motta - não pode ter a relevância que é dada a ele. Ele pode até citar Frank Zappa corretamente, mas não pode ter uma coluna em um jornal de grande circulação.

Seria como dar uma coluna de economia para a Carla Perez, que certamente tem opinião sobre a situação atual brasileira. E, se não tiver, vai criar uma, se derem uma coluna sobre o assunto para ela no jornal.

Enfim, nem conheço as músicas do Ed Motta e meu objetivo nem é defendê-lo. Adorei o depoimento dele sobre o Johnny Alf na exposição da Bossa Nova, mas musicalmente pouco conheço além do Manoel foi pro céu. Só não acho que o editor do Fantástico é o dono da verdade.

terça-feira, setembro 09, 2008

Domingo, estive no Ibirapuera, no último dia da exposição Bossa na Oca. Além de não pagar para entrar, fiquei feliz por ter visto tudo aquilo que vi, porque cada parte da mostra me fez pensar em zilhões de coisas (como eu sempre digo: a vida dos burros deve ser bem mais fácil...).

Uma das coisas que chamaram a atenção é como a música está nitidamente ligada a tudo que acontece no País. Não se sabe o que influencia o que, mas o fato é que a Bossa Nova apareceu em um momento de otimismo no Brasil, que ganhou as Copas de 58 e 62, na mesma época em que Brasília começou a ser construída e o presidente era o Juscelino (que ficou conhecido como presidente bossa nova).

Foi nesse ambiente, que a música brasileira passou a ser menos deprê. Se antes os sambas e os boleros eram cheios de "não", "adeus", "acabou" e "nunca mais", a Bossa Nova surgiu com amor, flor e mar. E mais: alcançou admiradores no mundo todo, dando ainda mais orgulho aos brasileiros.

E hoje? Que relação podemos fazer entre a música que é produzida atualmente e o momento da sociedade? Melhor não pensar nisso?

sexta-feira, setembro 05, 2008

Citar clichês de auto-ajuda é meio besta. Mas hoje eu li uma frase que eu achei perfeita:

"O destino decide quem passa por nossas vidas. As atitudes definem quem fica."

Como diz um amigo meu: E num é que é?

quinta-feira, agosto 28, 2008

Até pensei em escrever algo sobre a Olimpíada. Mas aí...

o Inagaki comentou com maestria aqui, o Pataca escreveu lindamente aqui e o Enio resumiu tudo aqui.

Não sobrou nada mais para mim.

Em tempo: Sei que a Olimpíada já acabou, mas quem tiver curiosidade, pode dar uma olhada na revista especial que fizemos aqui no Clube no nosso site: www.ecp.org.br (é só procurar por revista on-line). Texto desta que vos escreve. ;)

quinta-feira, agosto 21, 2008

"O que importa não é que os alvos ideais sejam ou não atingíveis concretamente na sua sonhada integridade. O essencial é que nos disponhamos a agir como se pudéssemos alcançá-los, porque isso pode impedir ou ao menos atenuar o afloramento do que há de pior em nós e em nossa sociedade."

Antonio Candido

sexta-feira, agosto 15, 2008

Poucas coisas no mundo me irritam mais do que pessoas que lêem a Veja e assistem o Jornal Nacional e saem por aí repetindo as coisas que eles dizem como se fossem verdades absolutas. Pensamento padronizado é algo MUITO nocivo.

Um dos meus sonhos é comprar toneladas de senso crítico para distribuir entre os mais necessitados.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Esqueci de contar aqui o happy end da história do meu celular Claro. Se bem que foi feliz para mim e não para eles. Rá!

Depois de tentar agir honestamente e ser tratada como besta pela operadora (cheguei a ligar lá para registrar a reclamação de que não tinha sido informada corretamente sobre o bônus e eles disseram que não era possível fazer esse registro), fui atrás da assistência técnica da Sony Ericsson. Outra decepção: descobri que na cidade de São Paulo inteira - que não é pequena, vocês sabem - só existe uma autorizada, no bairro de Moema. Obrigada, mas eu não vou.

Prefiro fazer as coisas certas. Mas é tão legal agir errado com quem acha que é esperto, né? Pois eu peguei meu aparelho afogado, fui até a loja Claro onde eu comprei e, sabendo que eu tinha garantia por 7 dias, disse que o celular não estava funcionando. Não menti, apenas omiti o episódio dele ter tomado um banho de mar. E, claro, o pobre atendente trocou o telefone por outro igual e novinho.

Antes que me perguntem: não, não tenho nem um pinguinho de dor na minha consciência ética. Pelo contrário. Espero que, na hora que o cara abra o telefone para verificar qual o problema, saiam muitos peixinhos e muita areia.

terça-feira, agosto 12, 2008

Baseado em fatos reais (infelizmente)

Como eu já disse aqui várias vezes, eu trabalho em um Clube poliesportivo de São Paulo. Diariamente, recebemos vários pedidos da imprensa, que querem entrevistar atletas ou gravar reportagens na piscina. Já tivemos vários pedidos estranhos, mas nada tão bizarro quanto esse aqui (não vou dizer de onde vem, mas tenho certeza de que vocês vão adivinhar):


"Prezados,

nesta segunda-feira, 11/08, faremos uma pauta sobre próteses gigantescas de silicone. Gostaria de saber se há a possibilidade do ECP emprestar algumas bolas de boliche para a gente.

Atenciosamente"



É de uma sutileza ímpar, não?

sexta-feira, agosto 08, 2008

Falar de política vai ser inevitável esse ano. Durante o último debate, restringi meus comentários ao Twitter. Mas hoje eu precisava de um espaço maior para desabafar. Porque eu vi - ninguém me contou, eu vi - a propaganda política de um cara chamado Marcelo Frisoni, que é candidato a vereador.

Se você não sabe quem é a criatura, pouparei seu trabalho de ir ao Google: ele é marido da Ana Maria Braga. E só. Isso basta para o cara achar que pode ser vereador.

Todos sabemos que os devaneios de uma pessoa podem ir até o infinito. Tem gente por aí que acha que é Jesus, então o cara achar que pode ser eleito vereador nem é tão grave. O problema é que ele terá VOTOS! Quem, em sã consciência, vai votar em um cara para vereador de São Paulo, tendo como única referência o fato de que ele é marido de uma apresentadora que fala com um papagaio de espuma todas as manhãs?

Ah, isso porque eu nem comentei o partido dele, né? Para evitar fazer propaganda do sem-noção, digo apenas que o número dele começa com 11. Por que isso não me surpreende?

terça-feira, agosto 05, 2008

Uma vez, meu professor de Linguística fez uma piadinha na sala com aquela frase que diz que "uma imagem vale mais do que mil palavras". Citando Millôr, ele comentou "quero ver alguém dizer isso com uma imagem".

Eu sou uma pessoa "das letras" e considero a palavra algo muito importante também. Mas acredito que uma atitude vale muito mais do que palavras. Já vi, e não foram poucas vezes, pessoas se derretendo e se declarando a outras (e até a mim), mas na hora de agir é que a verdade aparecia.

Por outro lado, quantas vezes uma pessoa que nunca te disse nenhuma palavra de admiração ou de afeto, te surpreendeu com uma atitude que só quem gosta de verdade é capaz de fazer? É bom, né?

Imagens e palavras podem brigar entre si. Mas são nas atitudes que elas se juntam e mostram a real.