Hoje é dia do livro e na home da UOL tinha a chamada para um teste - aparentemente bobo - para descobrir que livro nacional você é. Nada para fazer nessa quinta-feira chuvosa, respondi as 10 perguntinhas e me surpreendi com o resultado:
Você é... "Carmen – Uma biografia", de Ruy Castro
Boa história é com você mesmo. Adora ouvir, contar, recontar. As de pessoas interessantes e revolucionárias são as suas preferidas. Tem gente que liga para você só para saber das últimas fofocas. E confesse: com seu jeitinho manso e detalhista, você dá aos fatos um sabor todo especial. Além disso, não se contenta em reproduzir o que já foi dito. Por isso, se fosse um livro, você só poderia ser uma boa biografia, daquelas que faz os leitores deitarem na rede do fim de semana e se entregarem às peripécias de uma grande personagem. Aliás, você já pensou na profissão de repórter? Ou de escritor?
"Carmen – Uma Biografia" (2005), sobre Carmen Miranda, é uma das aclamadas biografias publicadas por Ruy Castro, também jornalista e tradutor, considerado um dos maiores biógrafos brasileiros.
E a resposta não podia estar mais exata: além de fã do Ruy Castro, em certos aspectos, até me identifico com a Carmen.
Se quiser brincar também, acesse o site Educar para Crescer.
quinta-feira, abril 23, 2009
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segunda-feira, abril 20, 2009
Ontem, o São Paulo jogou mal e perdeu o jogo. Paciência, acontece com os melhores times do mundo. Eu, como torcedora, não queria perder, mas também não acho que isso seja o fim do mundo.
Mas, mais do que a derrota, me chateia o Ronaldo. Nada representa mais esse cara do que o gesto que ele fez para comemorar o gol de ontem. Copiou o gesto obsceno do Cristian, porém sem a mesma coragem de mostrar o dedo do meio. Porque, afinal, ele precisa manter a imagem de bom menino, de coitadinho, de eterna vítima. Só que, por trás do gesto "inocente", a intenção era a mesma do Cristian: provocar a torcida adversária. Não foi uma comemoração pela vitória do Corinthians, mas sim contra o São Paulo.
Não gosto de gente que finge ser o que não é. Que faz questão de passar uma imagem mentirosa. Eu acho que, pelo que ele custa ao time, devia estar fazendo bem mais. Mas cada um, cada um, né?
Os corintianos amam o Ronaldo. Mesmo aqueles corintianos que também chamavam o cara de gordo quando ele estava longe de jogar no Corinthians. E, se a gente pensar bem, vai sacar que o Ronaldo combina com o Corinthians, o time que fez um longa-metragem para exaltar a passagem pela segunda divisão.
Corintianos adoram dizer que são-paulinos são torcedores de fim de semana, só usam a camisa quando o time ganha. Eu juro que pensei que fosse óbvio que as pessoas comemorassem apenas as vitórias. Se o meu time cair para a segunda divisão algum dia, vou querer esquecer que isso aconteceu. O Corinthians prefere alardear, como se tivesse sido vítima de uma conspiração, tadinhos.
Mas não foi. Eles jogaram mal e caíram. Acontece.
Só eu não acho que isso é motivo de orgulho?
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sexta-feira, abril 10, 2009
Voltando do trabalho ontem, meu celular toca. Era o Amaral, meu amigo de longa data:
Eu: Alô.
Amaral: Quem fala?
Eu: Ariett.
Amaral: Oi, Ariett, aqui é o Alexandre Amaral, não sei se você se lembra, mas estudamos juntos no ginásio. Eu era aquele menino que não penteava o cabelo.
Eu: Ai, Amaral, pára de ser bobo.
Amaral: Tá bom. Na verdade, eu só liguei pra dizer que você é muito especial. Mas como eu estou com o telefone da empresa e são eles que pagam a conta, me conta: como está vida?
E seguimos em quase 40 minutos de conversa e muitas risadas.
Ainda não inventaram nada melhor que amizade sincera. Com destaque para a sinceridade.
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terça-feira, março 31, 2009
Li uma linda mensagem no jornal esses dias e uma parte dela ficou guardada na minha mente:
"Reverencie a todos. Se você não puder reverenciar alguém, deixe-o sair da sua vida."
Taí uma coisa que eu faço. Conheço gente demais para acumular pessoas que não valem a pena (que fique bem entendido: não valem a pena para mim, não para o mundo). Faço todos os esforços do mundo para manter as pessoas que eu gosto por perto e, sempre que possível, as reverencio.
As outras, eu deixo ir. Sem mágoas, sem sentimentos ruins. Simplesmente param de existir.
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quarta-feira, março 18, 2009
Na mesma semana em que eu vendi o meu carro, minha avó quebrou o fêmur (mas já operou e teve alta) e o Bruce Dickinson resolveu visitar o Clube Pinheiros, a tecnologia do referido Clube resolveu bloquear o acesso ao Blogger.
Ou seja, posts sobre os últimos acontecimentos não vão rolar. E o que já era esporádico vai ficar ainda pior.
E, como se não bastasse, hoje bloquearam o Twitter.
O que vai acontecer com as minha tardes tediosas? Aguardem cenas do próximo capítulo.
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sexta-feira, março 13, 2009
Namorados
Manuel Bandeira
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
— Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
— Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?
A moça se lembrava:
— A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
— Antônia, você parece uma lagarta listada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
— Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
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quarta-feira, março 11, 2009
Ontem, na aula de Latim, a professora explicava como conjugar verbos no imperativo e exemplificou com os verbos dare e parare:
- Date! Parate!
Ni qui o gaiato ao meu lado solta:
- Biscate!
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sexta-feira, março 06, 2009
A história do padrastro que estuprou as enteadas de 9 e 14 anos (esta, com problemas mentais) é de chocar qualquer pessoa que tenha algum caráter e alguma moral. Como foi noticiado, para piorar o quadro, a menina de 9 anos engravidou. Pais e médicos decidiram pelo aborto, conscientes de que a menina não tinha condições físicas, nem psicológicas de ter filhos nesse momento. Nesse caso, o aborto foi uma tentativa de resgatar um pouco da vida dessa menina.
Difícil avaliar o que é mais triste nesse caso.
E como se fosse necessário que piorar, a igreja católica decidiu excomungar os pais da menina e os médicos que fizeram o aborto, por considerá-los assassinos. Mas o estuprador não foi excomungado. Como em uma reedição das piores da célebre frase de Paulo Maluf, a Igreja Católica acha que estuprar pode, mas matar não, independente dos agravantes e atenuantes de cada uma destas ações.
Quando te perguntam qual a sua religião, você diz que é católico? Você casou na igreja e fez seus juramentos diante de um padre? Você vai a missa de vez em quando para pedir perdão dos seus pecados? Lamento informar, mas você é conivente com essa e outras decisões abjetas e hipócritas da igreja.
Eu, que não acredito na justiça católica, nem tenho esperança no judiciário brasileiro, coloco todas as minhas expectativas na lei da cadeia. Não quero pena de morte. Só torço, com todas as minhas forças, que esse padrastro filho da puta divida a cela com mais 40 homens e vire mulherzinha de todos eles.
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domingo, fevereiro 22, 2009
Não sei se a lista que foi divulgada com os ganhadores do Oscar é verdadeira ou é uma baita fraude.
Mas em alguns quesitos, eu assino embaixo a tal lista. "Slumdog Millionaire" é um dos melhores e mais criativos filmes que eu vi nos últimos anos. Merece o prêmio máximo (mesmo eu não tendo visto todos os concorrentes).
Na categoria melhor ator, Mickey Rourke realmente arrasou em "O Lutador". O filme é ótimo e boa parte desse ótimo é graças a atuação do cara. Que está horrível, com a cara muito estranha, é verdade. Mas mandou bem demais nesse filme.
Para melhor atriz, ainda não vi "O Leitor". Mas meu voto é da Kate Winslet só porque sou fã dela.
E o Oscar póstumo do Heath Ledger não vai ser uma grande surpresa pra ninguém, né?
Logo mais, a gente confere se eu e a lista estamos certos.
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quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Esqueci de contar aqui uma das minhas mais recentes vitórias: cancelei a NET! Um belo domingo, irritada porque estava sem sinal, liguei para eles. Na primeira, teclei a opção "financeiro", porque a idéia era apenas pedir o ressarcimento pelo dia sem sinal. Não fui atendida depois de 8 minutos de espera.
Liguei de novo, dessa vez, escolhendo "cancelamento" (nem lembro quantos números eu teclei). Novamente, uma espera insuportável.
Na terceira tentativa, resolvi radicalizar e segui as orientações para comprar o pay-per-view do Big Brother. Adivinhem? Nem ouvi a musiquinha e, em menos de 30 segundos, ouvi a voz da atendente.
Comecei meu discurso de consumidora insatisfeita sugerindo que eles transferissem alguns atendentes da seção de venda de novos produtos para o cancelamento, onde ninguém atendia. Depois de uma breve discussão (e eu nem gosto de discutir, né?), a atendente lança:
- É cancelar que a senhora quer? Me fale o CPF.
Passei o número imediatamente, achando que ela fosse me transferir para a supervisora ou me enrolar por algum tempo. Para minha surpresa, ela cancelou mesmo! Na hora!
Dois dias depois, vieram retirar o equipamento. E mais dois dias, eu já tinha a TVA digital instalada (com algumas vantagens sobre a NET).
O engraçado é que o cancelamento foi tão rápido, que provavelmente a mocinha do atendimento não fez o que devia fazer. Ou seja, uma semana depois, recebi um telefonema da NET, informando que eles podiam diminuir o valor da mensalidade para que eu ficasse com o serviço. Ah, como é legal dizer: "não, obrigada, já tenho outra TV por assinatura bem melhor que vocês. Rá!".
Ainda apareceu esse mês uma fatura da NET. Melhor ainda é ligar lá e dizer que eu não sou mais cliente, portanto não vou pagar NADA! Quase cantei: "chora, perdeu o meu amor agora CHOOOORAAAAA".
A Claro que me aguarde!
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segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Quem entende de interpretação diz que é mais difícil fazer a platéia rir do que chorar. Então, eu não entendo como o Jim Carrey ainda não ganhou o Oscar porque ele consegue fazer muito bem as duas coisas. Raro encontrar alguém que não tenha se emocionado com "Brilho eterno de uma mente sem lembrança". Assim como acho bem difícil alguém não rir com "Sim, senhor". Assisti no fim de semana e achei muito divertido!
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segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Há um discurso-clichê em que as pessoas dizem que têm muitos colegas, mas amigos "dá pra contar nos dedos". Bom, eu não posso afirmar o mesmo. Não consigo contar meus amigos nos dedos, nem se juntar os dos pés.
Para dar uma idéia (ah, nova norma ortográfica aqui só em 2012), o primeiro amigo da minha vida, que aparece nas fotos do meu aniversário de 1 ano, é meu amigo até hoje. Tenho amigos do ginásio, do colegial, da faculdade, do Estadão, do meu bairro, de balada, até amigos de amigos que viraram, enfim, amigos também. Ah, claro, errei algumas vezes. Confiei e me dei mal. Mas foi em uma quantidade tão menor do que às vezes que eu acertei, que nem vale a pena contar.
Acreditem: todas essas pessoas em quem eu penso enquanto escrevo esse post são amigos mesmo, no melhor estilo "stand by me". Não falo com eles só no Natal e no aniversário. Pelo contrário, já que eu tenho esquecido o aniversário de todo mundo. Sei que eles estão sempre por perto, mesmo morando longe. E vão estar presentes sempre que eu precisar.
E eu tenho TANTO orgulho deles. Porque mesmo sendo muitos, são todos incríveis, sem exceção.
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quinta-feira, janeiro 29, 2009
Carta publicada no suplemento Folha Equilíbrio de hoje:
"A sensação de o tempo passar mais rápido no decorrer da vida ocorre porque o tempo está relacionado à nossa mente: nos primeiros meses de vida, ele não existiria; com o desenvolvimento do raciocínio, julgamos o tempo proporcionalmente à idade. Assim, ao falar a uma criança de três anos que o Natal será em 12 meses, ela acha muito, pois um ano equivale a 1/3 da vida dela; para alguém de 30 anos, seriam 1/ 30; para outro de 60, 1/60. Isso explicaria o encurtamento do tempo quando envelhecemos."
FRANCISCO FRANÇA CAMARGO FILHO
Faz sentido, não faz?
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segunda-feira, janeiro 26, 2009
Assisti "O curioso caso de Benjamin Button", que, se eu tivesse que resumir em uma palavra, diria que é um filme bonito. E eu não estou falando apenas do Brad Pitt (aliás, parabéns, Brad!). A fotografia, cenografia e figurino do filme são lindos e os textos também são sensacionais, como esta carta do Benjamin para sua filha:
"For what it's worth: it's never too late or, in my case, too early to be whoever you want to be. There's no time limit, stop whenever you want. You can change or stay the same, there are no rules to this thing. We can make the best or the worst of it. I hope you make the best of it. And I hope you see things that startle you. I hope you feel things you never felt before. I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you're proud of. If you find that you're not, I hope you have the strength to start all over again."
O filme é longo (quase 3 horas), mas não é à toa que está concorrendo a 13 Oscars.
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terça-feira, janeiro 20, 2009
Como fazer poesia em quadrinhos
Uma aula de Fabio Moon e Gabriel Bá (veja mais clicando sobre os nomes)
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segunda-feira, janeiro 19, 2009
Todo começo de ano é igual: começa o BBB e aparece um monte de eu-quero-ser-intelectual, dizendo que o programa é uma merda, devia acabar, que causa imbecilidade em quem assiste e mais aquele monte de coisas que você já deve ter ouvido algum conhecido dizer. Não entendo tanta gente culta nesse mundo e a TV Cultura dando traço de audiência, mas...
Não assisto o BBB. Mas não porque eu tenho uma tese chata comprovando que o programa é ruim. Não assisto simplesmente porque não gosto. Assim como odeio o Chaves, não suporto o Bob Esponja e, ultimamente, não acompanho mais novelas. Mas nada contra quem gosta. Não acho que as pessoas que gostam são mais ou menos burras do que eu. Como bem diz minha mãe, eu critico novela, mas assisto um série de TV em que a ilha muda de lugar.
E, vale lembrar, o papel da televisão não é educacional. Quem educa é a família e a escola. Quando ambos funcionarem, talvez a televisão comece a mudar, assim como a imprensa, a política e vários outros aspectos da vida em sociedade.
Enfim, como todos sabem, gosto é como... umbigo! Cada um com o seu. E chega dessa chatice de julgar a pessoa pelo que ela assiste na TV ou ouve no MP3 player.
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terça-feira, janeiro 13, 2009

"Acredito cada vez mais que nosso amor pelas pessoas não é condicionado à virtude delas"
Hugh Larie, o cara que interpreta dr. House, explica porque as pessoas adoram o odiável médico
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segunda-feira, janeiro 12, 2009
Estava demorando para aparecer uma passeata pela paz na Faixa de Gaza. E eu, que já acho sem sentido passeatas pela paz no Rio de Janeiro ou em São Paulo, nem preciso dizer o quanto eu considero essas ações inúteis, né? Sim, porque basta uns 3 mil brasileiros saírem andando pela Paulista para sensibilizar o Hamas e o governo de Israel.
Eu podia parar por aí, mas os caras - que, lembrem-se, estão caminhando pela paz - resolvem QUEIMAR a bandeira de Israel! Isso serve até para entender como uma guerra começa. Porque imaginem se esses caras, que lutam pela paz, tivessem mais do que fósforos e isqueiros? Imaginem se eles tivessem bombas? É provável que atacassem algum bairro judeu em São Paulo. Mas tudo em nome da paz, claro.
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terça-feira, janeiro 06, 2009
Melhor comentário da semana
(que mal começou...)
Eu: Pra viajar tranquila, tive de fazer um monte de coisa no carro. Alinhamento, balanceamento, troca de óleo...
Ele: Mas isso precisa fazer mesmo, não é só pra viajar.
Eu: Eu sei que precisa, mas eu não gosto.
Ele: Mas nessa vida a gente não faz só o que gosta. Eu não gosto de fazer cocô, mas faço.
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segunda-feira, janeiro 05, 2009
Abaixo do já "consagrado" Olha Só! (oh, como eu sou famosa...), dei um subtítulo ao meu blog: Discutindo o indiscutível. Porque discutir é um dos meus passatempos prediletos, incluindo aí os temas religião, futebol e política (conhecidos como os que não se discute).
Tenho opinião formada sobre muitos assuntos. Mas não me acho dona da razão e não me importo em aceitar novos pontos de vista e mudar de opinião. Diferente de muita gente, não fere o meu orgulho ou faz com que eu me sinta menos esperta, aceitar os argumentos de outra pessoa e dar-lhe a razão que eu achava que tinha.
Mas isso só acontece quando uma discussão realmente acontece. E ela só acontece quando há pessoas inteligentes expondo opiniões, fazendo com que as outras pessoas olhem de uma outra forma o mesmo assunto. Infelizmente, nem sempre isso acontece.
Vou usar como exemplo um tema recorrente nas minhas discussões: Engenheiros do Havaí. Eu odeio. Acho a pior banda da música brasileira. Perde até para o É o Tchan. Humberto Gessinger é péssimo músico, péssimo vocalista e prefiro nem expressar minha singela opinião sobre suas composições.
Mesmo com tanto ódio em meu coraçãozinho, já ouvi argumentos muito interessantes sobre essa porcaria de banda. Não, não mudaram minha opinião, mas fazem sentido o que me faz respeitar as pessoas que as apresentaram.
Por outro lado, já ouvi coisas como: "pô, mas você gosta de Leo Jaime, não pode falar de Engenheiros". E quando me deparo com esse tipo de resposta, tiro logo uma conclusão: se nem uma pessoa que gosta da banda consegue um argumento para defendê-la, então eu devo ter razão. E a pessoa... bem, digamos que eu passo a considerá-la um pouco burra, o que ratifica a minha opinião: pra gostar de Engenheiros, só sendo meio bobo mesmo.
Não adianta atacar os meus gostos, apontar meus defeitos e falar mal sobre a minha vida pessoal. Os Engenheiros ainda estarão lá, cantando versos do tipo "paralelas que se cruzam em Belém do Pará". A melhor resposta é sempre um bom argumento. Não só para defender o talento poético do Gessinger, mas em qualquer outra discussão.
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