segunda-feira, março 27, 2006

Falando sobre cinema, tentei ver todos os filmes concorrentes ao Oscar antes da noite da premiação. Só faltou assistir o que ganhou como melhor filme. Mas corrigi o erro no fim de semana e fui ver "Crash - No Limite".

Se eu pudesse decidir, não daria o maior prêmio para esse filme. O que não quer dizer que o filme não seja bom. Eu gosto de filmes que têm mensagem e a mensagem de "Crash" é uma das melhores: ninguém é 100% ruim, nem 100% bom. Parece óbvio, mas não é. A gente tem a tendência de achar que só porque alguém é legal, nunca vai fazer nenhuma maldade. Ou que uma pessoa ruim não é capaz de um gesto solidário.

Por essas e outras, "Crash", na minha opinião, é infinitamente melhor do que o tal "Brokeback Mountain", que se diz um filme de amor, mas não conseguiu me emocionar e nenhum momento. História ruim, atores ruins, até figurinos e perucas ruins. E, por favor, não me venha com o discursinho de que eu sou preconceituosa e por isso não gostei do filme. Nada contra os gays. Pelo contrário. Acho que se alguém queria falar sobre homossexualismo, devia ter feito de um jeito melhor.

Na verdade, meu favorito nem estava entre os indicados: "Johnny e June". Essa sim, uma história de amor. E melhor: verídica. Até daria o Oscar de melhor ator para o Joaquim Phoenix. O cara que fez "Capote" mandou bem, mas o Joaquim até canta! Vale a pena ver.

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